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Showing posts from March, 2005

Ainda a Lusofonia

Se os países de língua portuguesa cooperarem de maneira organizada e mais eficazmente entre si (e o projecto da Lusofonia para mim é isso) em que é que essa cooperação é em si mesma atentatória da identidade nacional ou individual de quem quer que seja?Nenhuma identidade se esgota na Lusofonia. O português que todos falamos, cada um à sua maneira, não impedirá nunca ninguém de permanecer (de ter residência principal) na sua própria cultura; não impedirá de falar outras línguas, de as ler e escrever; não anulará o interesse em tudo o que, felizmente, existe para além do universo da Lusofonia. O projecto da Lusofonia, correctamente entendido, não é fonte de limitações, nem de censura, nem de empobrecimento. E pode, pelo contrário, ser razão suplementar de mais paz, de mais riqueza, de mais conhecimento, de mais progresso.


Podem criticar-se as instituições que, pelo menos no papel, assumiram, nos vários países que falam português, o projecto da Lusofonia: o que é que já fizeram? quais são…

Hölderlin: You Holy Being

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(jc)

Diotima

You suffer and keep silent and, strange to them,
You holy being, silently wilt away;
For, ah, in vain among barbarians
Here in the sunlight you seek your kindred,

The nobly tender spirits that are no more!
Yet time speeds on. Though mortal, my song will live
To see the day which next to gods, with
Heroes will name you, itself be like you.


(Hölderlin, Selected Poems and Fragments, translated
by Michael Hamburger, Penguin Books)

O cacto

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(jc)

A árvore

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(jc)

Rebentos

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(jc)

Picos

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(jc)

Arabesco

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(jc)

Pétalas

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(jc)

Cacto

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(jc)

A flor azul

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(jc)

Musgo

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(jc)

Quasimodo: Con umana dolcezza

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Gustave Moreau, Hesiod and the Muse

Piazza FontanaNon a me più il vento fra i capelli
caro dilunga, e delusa è la fronte:
inclina il capo docile ai fanciulli
sulla piazza, agli alberi rossi in curva.Con umana dolcezza
autunno mi consuma. E questa furia
d'ultimi uccelli estivi sulle mura
della Curia ha il grigio dei portali,
dura nell'aria e dentro il mio
quieto stormire.
Risento
il monotono ridere senile
dei migranti acquatici,
lo scroscio improvviso di colombe
che divise la sera e a noi il saluto
a riva di Hautecombe.Esatta quel tempo s'umilia nei simboli, e
anche questo, vivo alla sua morte.Se ne va il mio dominio da te; rapido
muta: così contro il vento nero
delle finestre, l'acqua della fontana
in pioggia leggera.

Ministro «ignorante» e «incompetente»

Com a devida vénia, transcrevo uma notícia do Portal Galegosobre os Encontros Lusófonos de Lisboa. Pelos vistos Gilberto Gil foi ridículo, «não acertou uma».... E os «políticos convencionais» já não convencem ninguém... E que história é essa do «portunhol», senhor ministro, está a gozar connosco?
Segunda, 21 Março 2005 (10:44)

Primeiros Encontros Lusófonos decorreram
passados dias 17, 18 e 19 de Março na
Universidade de Lisboa. Gilberto Gil ficou
desorientado com perguntas referentes a Galiza e
a sua defesa do portunhol


Na conferência acerca do Acordo ortográfico (em
que se falou de tudo menos do acordo por parte
do público) o professor e Académico Malaca
Casteleiro e o economista Carlos Xavier do
Brasil fizeram referência ao proveitoso que
seria para a Galiza culturalmente se decidisse
fazer parte da Lusofonia. Fizeram também menção
dos galegos terem assistido aos encontros do
Acordo Ortográfico e participado neles na medida
do possível ao não possuir um governo que
declare a sua língua como parte da…

António Jacinto: Comboio malandro

Li este poema pela primeira vez em Estrada Larga (compilação de artigos e outros textos publicados no Suplemento Literário do Comércio do Porto). Foi com prazer que o reencontrei agora na internet.

«Considerado por muitos críticos angolanos um dos maiores escritores de Angola, o poeta António Jacintodo Amaral Martins nasceu no Golungo Alto, em 1924. Como escritor de contos, Jacinto usa o pseudónimo de Orlando Távora. Por razões políticas, esteve preso entre 1960 e 1972, tendo-lhe sida dada residência fixa em Lisboa, em liberdade condicional. Evadiu-se e foi juntar-se aos guerrilheiros em Brazzaville. Integrou o movimento pela independência do seu país (MPLA), tornando-se Ministro da Cultura aquando da mesma, nomeadamente entre 1975 e 1978. Co-fundador da União de escritores Angolanos e membro do Movimento de Novos Intelectuais de Angola, António Jacinto sempre foi um activista participante na cultura de Angola. Em 1993, o Instituto Nacional do Livro e do Disco (INALD) do então Ministé…

O vidro

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(Nk.D70) (jc)

Os ramos da árvore

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(jc)

Varanda

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(jc)

Árvore e janela

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(jc)

Frank Gehry: Walt Disney Concert Hall

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(jc)

Porta e janela

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(jc)

Window

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(jc)

Quasimodo: Nell'isola morta

«The last poems of Salvatore Quasimodo were published, under the title To Give and To Have [Dare e Avere], in 1966. (…) From the viewpoint of Occidental, or more particularly English-speaking literature, it is tempting to think of Quasimodo as the southern "alienated man," the one who appeared along with T. S. Eliot in utter dis­illusionment. This would be true, except that the northern manner of in­verted formality, the northern self-consciousness, is entirely absent in Quasimodo, and the hard twist of wryness is replaced by the more lyrical accent of human personal grief. So we have a poetry of reverie, in which the poet's greatest concern is that his work should be faithful to the tragic dream, devoid of the false laurels of classicism and of all striving for effect. The form tends to proceed in long sentences in which the semi­colon is avoided, and image merges with feature in a vision of impressive originality. The syntax is loose, or plastic, and the impact comes m…

Lusofonia pragmática

A Lusofonia não precisa de ser inventada, pois há milhões de pessoas por todo o mundo que falam português. Revoltar-se filosoficamente contra o colonialismo do passado já não serve de nada. A História não se corrige; mas dos erros e crimes cometidos por inexperiência, ambição ou maldade pode nascer sabedoria e proveito para o presente e o futuro. Cito do excelente Arukutipa um parágrafo onde quero crer que não há metafísica, nem rancores, nem ajuste de contas, mas apenas uma visão pragmática - porque vista como possível e frutuosa - das relações entre países lusófonos.Resta saber como se vão pôr em prática, num mundo dominado pelo cinismo dos interesses económicos e pela ideologia selvagem do liberalismo, estes objectivos.Seria ofensivo imaginar que quem redigiu estes estatutos ignorava o mundo em que vivemos e não sabia com o que contava.
Os oito países da CPLP no artigo 3º dos seus Estatutos, afirmam:
São objectivos gerais da CPLP:
a) A concertação político-diplomática entre os seus m…

Little Babel

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Bruegel

Portrait of man in his study

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Isidore A. A. Pils

Girl reading

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C. E. Perugini

Reading by the firelight

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Warren B. Davis

A couple of ways of doing something

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Chuck Close

Keep Reading

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Suzanne Caporael, City on Tuesday


«Learning to read was, for slaves, not an immediate passport to free­dom but rather a way of gaining access to one of the powerful instru­ments of their oppressors: the book. The slave-owners (like dictators, tyrants, absolute monarchs and other illicit holders of power) were strong believers in the power of the written word. They knew, far better than some readers, that reading is a strength that requires barely a few first words to become overwhelming. Someone able to read one sen­tence is able to read all; more important, that reader has now the possi­bility of reflecting upon the sentence, of acting upon it, of giving it a meaning. "You can play dumb with a sentence," said the Austrian play­wright Peter Handke. "Assert yourself with the sentence against other sentences. Name everything that gets in your way and move it out of the way. Familiarize yourself with all objects. Make all objects into a sen­tence with the sentence. You can …

Open book

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Suzanne Caporael

A luz II

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(jc)

O filósofo e as multidões

Criticar os intelectuais e os escritores não é atacar a Cultura nem repudiar o exercício da Inteligência - é apenas pronunciar-se sobre as suas manifestações ou práticas particulares. Do mesmo modo que os poetas não detêm o monopólio da Poesia nem os professores o monopólio do Saber, os intelectuais e os escritores não detêm o monopólio da Cultura nem o monopólio da Inteligência - e se pensam o contrário andam muito iludidos.


Mythologies is a text which is not one but plural. It contains fifty-four (only twenty-eight in the Annette Lavers's English translation) short journalistic articles on a variety of subjects. These texts were written between 1954 and 1956 for the left-wing magazine Les Lettres nouvelles and very clearly belong to Barthes's `période "journalistique"'. They all have a brio and a punchy topicality typical of good journalism. Indeed, the fifty-four texts are best considered as opportunistic improvisations on relevant and up-to-the-minute issues …

Blindness and Insight

A linguagem é imperfeita. O nosso conhecimento da linguagem é imperfeito. A nossa capacidade de entender e explicar é imperfeita. Na fenda entre a imperfeição da linguagem, o nosso domínio imperfeito da linguagem, e a nossa incapacidade de entender e explicar, introduz-se no entanto um outro factor, simultaneamente perigo e vantagem: na realidade sempre sabemos e dizemos mais do que o que pensámos que sabíamos e dissemos. Nós não nos damos conta: haverá sempre, no que dizemos, alguma coisa - às vezes coisas importantes e até as mais importantes - que na nossa consciência da nossa própria «sabedoria» e «ignorância» irremediavelmente nos escapa. Quem nos ler, enquanto nos lê, pode ir, no entanto, além daquilo que nós pensamos que dizemos - e descobrir no que nós dissemos uma «sabedoria» e uma «ignorância» que foram nossas sem o sabermos. A cegueira também permite abrir caminhos. Assim avança o conhecimento. De etapa em etapa. A vantagem: aprendermos com quem, tendo lido o que nós escre…

Hölderlin: Then welcome, silence

To the Fates

One summer only grant me, you powerful Fates,
And one more autumn only for mellow song,
So that more willingly, replete with
Music's late sweetness, my heart may die then.

The soul in life denied its god-given right
Down there in Orcus also will find no peace;
But when what's holy, dear to me, the
Poem's accomplished, my art perfected,

Then welcome, silence, welcome cold world of shades!
I'll be content, though here I must leave my lyre
And songless travel down; for once I
Lived like the gods, and no more is needed.

(Hölderlin, Selected Poems and Fragments, translated
by Michael Hamburger, Penguin Books)

À margem da Lusofonia

Não pensava oprimir, ofender, menosprezar nem chocar ninguém com o que escrevi sobre a Lusofonia. Ao responsabilizar os políticos e a economia distancei-me claramente dos ideais do Saudosismo e da Nova Renascença, que quiseram acreditar metafisicamente na existência de uma «alma portuguesa». O que é necessário, se se achar que a Lusofonia tem algum sentido, é competência, pragmatismo, sentido da cooperação, respeito pela identidade alheia. E projectos e obras que provem a sua utilidade, evidentemente. Se não se quiser ir por aí, haverá certamente outra maneira de resolver os problemas. Mas perde-se qualquer coisa.


O que Eduardo Lourenço e outros, no seu abnegado e inteligente esforço por «entender», têm vindo a escrever sobre Portugal e os portugueses ao longo dos anos parece-me muito discutível. E se todos esses dicursos filosofantes forem pura divagação e fantasia de intelectual culto com horror ao vazio, ficção amável mas perigosa de pessoas a quem a eventual falta de sentido do mun…

Hölderlin: Loud-mouthed force alone...

Human Applause

Has love not hallowed, filled with new life my heart,
With lovelier life? Then why did you prize me more
When I was proud and wild and frantic,
Lavish of words, yet in substance empty?

The crowd likes best what sells in the market-place,
And loud-mouthed force alone wins a slave's respect.
In gods and godhead only he can
Truly believe who himself is godlike.


(Hölderlin, Selected Poems and Fragments, translated
by Michael Hamburger, Penguin Books)

A outra América

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(jc)

Para o pomar

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(jc)

Armel Guerne sobre Novalis

«Une œuvre dont l'art secret ne s'ouvre pas à l'admiration, mais seulement à l'amour. » Préface d'Armel Guerne à L'Âme insurgée, éd. Phébus, Paris, 1977 Deux inédits Novalis. - Même dans l'épaisseur de l'étoffe allemande (je veux dire la lourdeur de la langue et des mœurs) la transparence de sa pensée réussit à passer, furtive comme le génie-même et ductile comme le platine de sa volonté : d'une efficacité extraordinaire et d'autant plus enchanteresse qu'elle est insaisissable. Visiblement inapparente et cependant d'une puissance souveraine. La transparence d'une pensée qui révèle ce qui est là presque sans le montrer et presque sans le dire, sans s'interposer en tout cas; ne confiant cependant ses secrets qu'à ceux qui savent les entendre et ne découvrant ses trésors qu'à ceux qui, sachant déjà qu'ils existent, seront ainsi à la fois dignes et capables de les voir. Peu d'hommes auront tracé une ligne aussi haute ; il…

Caminho na floresta

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(jc)

The child

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Jardim antigo

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(jc)

I love Norway

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(jc)

Novalis: Le sentiment profond de la langue

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Novalis
"Il y a quelque chose de drôle, à vrai dire, dans le fait de parler et d'écrire ; une juste conversation est un pur jeu de mots. L'erreur risible et toujours étonnante, c'est que les gens s'imaginent et croient parler en fonction des choses. Mais le propre du langage, à savoir qu'il est tout uniment occupé que de soi-même, tous l'ignorent. C'est pourquoi le langage est un si merveilleux et fécond mystère : que quelqu'un parle tout simplement pour parler, c'est justement alors qu'il exprime les plus originales et les plus magnifiques vérités. Mais qu'il veuille parler de quelque chose de précis, voilà alors le langage et son jeu qui lui font dire les pires absurdités, et les plus ridicules. C'est bien aussi ce qui nourrit la haine que tant de gens sérieux ont du langage. Ils remarquent sa pétulante espièglerie ; mais ce qu'ils ne remarquent pas, c'est que le bavardage négligé est justement le côté infiniment sérieux d…
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Diotima

Hölderlin: Ce que tu ne sais pas...

«Lyrisme, en français, ne veut pas dire grand'chose. Pour Hölderlin, il faut nécessairement revenir et penser à ce moment mystérieux et capital de la Genèse, qui vit l'homme - dans sa lucidité antérieure au péché, sa transparence antérieure au tout premier sommeil - recevoir de Dieu la responsabilité, le soin et le pouvoir de nommer de leur nom toutes les créatures. Puissance mystique du verbe: la poésie vient de là, de ce sanctuaire fait de lumière et d'ombre, où les générations faillies peuvent retrouver toujours, « par ces armes du verbe », la permission suprême de

' Parler seul / Avec Dieu, '

comme Hölderlin a su le dire au plus près.

Toutes les autres disciplines humaines ne sont guère que des distractions plus ou moins abusives, où l'essentiel est ce dont on ne parle jamais.»

Armel Guerne


À Diotima

Si du lointain, dont nous voici maintenant séparés,
Je ne te suis point étrangère, oh! le passé,
A toi, le commensal de mes douleurs!
Peut toujours t'apporter quelq…

Lusofonia: Utopia ou Realismo Político?

Remeto uma vez mais para o blogue Arukutiba e para os oportunos e lúcidos comentários que aí são feitos sobre o estatuto da língua portuguesa nas instituições europeias, recentemente posto em causa por uma decisão polémica das cúpulas de Bruxelas. Acrescento ao que já foi dito alguns excertos de uma comunicação que apresentei no «Colóquio Internacional sobre a Lusofonia» organizado pelo Professor Vítor Manuel de Aguiar e Silva na Universidade do Minho em Maio de 2001; e num outro colóquio sobre a Lusofonia que, patrocinado pelo Instituto Camões, então presidido por Jorge Couto, teve lugar na Universidade de Leeds no mesmo ano. A comunicação foi posteriormente publicada no número 1 da revista Boca de Incêndio («Aquilo Teatro», Guarda, Maio de 2004).

Gostaria de encarar a «Lusofonia» como um projecto, pois é assim que o entendo. Por ora, apesar de se terem esboçado alguns passos significativos na direcção pretendida, parece-me que estamos longe de ter atingido o grau de lucidez, a eficác…

La piété de Hölderlin

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S. Dali






«Tandis que la poésie de Hölderlin développe sa forme, son âme développe cette virtuosité qu'elle a de s'ouvrir, de transiter, de percevoir les forces de la nature et la marche incessante du devenir, de concilier ce qui est séparé, et elle développe la virtuosité qu'a sa propre essence consciente d'elle-même de se confondre à l'élé­ment dépourvu de langue et de nom. Cette virtuosité tend à dépasser la vie conditionnée; celui qui y est entraîné jusqu'à la maîtrise devient maladroit dans les activités humaines et celui qui est occupé en tant que poète, devient oisif et sans objet en tant que mortel. La suite des âges n'est pas un apaisement mais une aggra­vation de l'être-pour-soi. L'enfance ne s'exprimait pas, mais elle possédait ; la virilité s'exprime, mais regrette. Ainsi, dans la mesure où Hölderlin parle de lui-même, cette peine revêt-elle au cours des différentes étapes de sa vie, différents aspects. C'est le deuil de l'a…

A luz

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(jc)

Hölderlin: Home

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(jc)

Content the boatman turns to the river's calm
From distant isles, his harvest all gathered in;
I too would gladly now turn homeward,
Only, what harvest but pain have I reaped?

Kind river-banks that tended and brought me up,
Can you allay love's sufferings, give me back,
You forests of my childhood, should I
Come to you now, the same peace as ever?

(Hölderlin, Selected Poems and Fragments, translated
by Michael Hamburger, Penguin Books)

Rua portuguesa

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(jc)

O desleixo

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(jc)

Céu português antigo

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(jc)

O engenho e a arte

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(jc)

Carlos de Oliveira: O romancista

Carlos de Oliveira é autor de cinco romances: Casa na Duna (1943); Alcateia (1944); Pequenos Burgueses (1948); Uma Abelha na Chuva(1953); Finisterra, Paisagem e Povoamento (1978). A sua carreira de ficcionista e de poeta pode dizer-se que começa com a publicação de Cabeças de Barro (1937), obra de três autores (Fernando Namora e Artur Varela são os outros dois) que anuncia já o neo-realismo próximo e na qual Carlos de Oliveira colaborou com três contos («Terra alheia», «A quadrilha do Pinhas vai descer ao povoado», «Nódoa de sangue») e um poema («Lamentação»).
A acção dos romances de Carlos de Oliveira situa-se na Gândara, «região areenta da faixa marítima que vai, grosso modo, do norte da Figueira da Foz até às portas de Aveiro» (Alexandre Pinheiro Torres), aparentemente à volta de Cantanhede, no distrito de Coimbra. Os mesmos nomes de lugar e alguns personagens surgem assim nos vários romances do autor, embora ocupando na hierarquia da narrativa posições diferentes. Embora pareça pos…