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Showing posts from May, 2005

Velas

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Costas letradas

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Coisas meio antigas

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Arte popular?

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Arte popular?

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Amarelo, verde, azul

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Árvores, colinas

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Os franceses

Não sei se os franceses vão votar a favor ou contra a Constituição Europeia. Mas já me diverte a indústria dos comentários sabichões e superiores que começaram a surgir na imprensa portuguesa. Eu próprio podia votar se tivesse tido tempo de ir ao Consulado Francês de Los Angeles. Mas apesar de não me considerar nada conservador, não sei se votaria «sim» ou «não». É que já não sei se a resistência dos franceses à desejável e necessária Europa unida não é fruto de uma hesitação lúcida e de uma resistência saudável à balbúrdia, à decadência dos costumes e dos ideais, a certas formas de demagogia, à progressiva degradação e eliminação da identidade individual das pessoas e dos países. Chamem reaccionários aos franceses, vão dizendo e escrevendo que eles se fecham sobre si mesmos e que prejudicados por um orgulho desmedido não querem entender o presente nem o futuro. Eu não estou lá e portanto não sei como avaliar o que vai acontecer. Seja sim ou não o resultado, não me entusiasmarei a ap…

Camilo Castelo Branco: poesia e realidade (equívocos)

“A tristeza das ruínas é uma tristeza particular, da qual nem todas as almas se magoam. Já observei vezes sem conto isto mesmo no semblante das pessoas que foram comigo visitar um palácio derrocado, ou as alpendradas dum convento, ou algum lanço empenado de muro de castelo.
No convento de franciscanos, cerca de Viana, relíquias santas em cujas abóbodas credes ouvir ainda o ciar da oração dos frades contemplativos, estava eu, por uma tarde de estio com um amigo, que escrevera muito sobre a poesia da cruz. Subimos a um teso donde se avistavam descampadas e fertilíssimas várzeas. A fronte do meu amigo pareceu-me alumiada do sacro lume do estro. Esperei, com reverente silêncio, a estrofe inspirada pela soledade, e esmaltada dos matizes do sítio, que eram poesias feitas para um génio que as bem soubesse ler. Entreabriu o poeta os beiços como flor matutina o cálice ao primeiro beijo do sol e disse:
«Se fosse meu tudo isto que vejo daqui, ia viajar num vapor meu, comprava um palácio em Milão…

Céu da Califórnia

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Caminho privado

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Pátio das traseiras

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A árvore à beira-mar

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A sedução do verde

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Campo de golfe

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Muro

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Na ilha

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Terceira

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Barco

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Máquina

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Hvaler

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Resistente

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Politica e futebol: Excessos

As notícias recentes sobre o deficit e sobre a equipa que ganhou a Liga provam que Portugal gosta é de estar no vermelho. Governantes, dirigentes do futebol e árbitros afinal têm muito em comum.

Um destino literário

Escrever sem que me atribuam um estilo
podia ser a minha ambição. As palavras
não se enredariam na tentação da beleza,
eu saberia evitar a «pose» (no último
décimo de segundo virava à esquerda em
vez de continuar em frente, por exemplo;
isto é, fugiria à frase feita e ao modelo
aprendido; descobriria então, sem recear
o paradoxo aparente, uma realidade imprevista
e inadmissível; ou deixaria a outros
a possibilidade de a encontrar). Assim
me construiria um destino literário à medida
da modéstia da minha existência. Que importaria
que interpretassem como falta de talento
a minha ambição de me realizar na escassez?
Quem me conhece? E quem conheço eu que se assemelhe
a deus ao ponto de me incomodarem o seu olhar
condescendente e as suas observações sapientes?
Se estivesse ao meu alcance a simplicidade,
quem poderia cortar-me o caminho que leva
à extrema solidão, impedir-me, sem remorso nem vergonha,
de comprazer-me no exílio? Muitas vezes
preferi, porém, o vigor das imagens à frase
em que poderia ficar entreabe…

Caminho

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Lagoa

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O mar

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Friends

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R. (jc)

Friends

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G. e N. (jc)

Mulher de pedra

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BM (jc)

Pessoas

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Rua de aldeia

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Três amigos

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O pratinho do gato

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Bonecos

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Cenário

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Rosto

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Cabeça

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Souvenirs

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Cartas e velas

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O que é «arte»?

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No museu

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Ângulos

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O leãozinho de Alvalade

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Béu béu...

Ted Pikul's photos

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Ciclista

Luz

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Riscos

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Desenhos

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Os mitos da poesia

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MSF


Os poemas deles falam de poetas e de pintores,
das cidades que outra arte tornou inesquecíveis.
Com títulos ingleses e palavras estrangeiras
tentam escapar ao tédio e adoram o bezerro já idolatrado.
Literatura que celebra a literatura, arte que comemora a arte,
não nos resta como projecto de futuro senão a aventura alheia?
Bem sei, é confortável no meio de uma invencível solidão
ter por companhia uma forma já reconhecida
de estar e de sentir. Dá tanto jeito recorrer
ao sentido organizado, em vez
de ter estado lá a descortinar a ordem
ignorada das coisas. Também eu, às vezes,
diante da folha de papel branco que é o dia,
sou sensível ao árduo esforço com que se procura transmitir
o bem estar que nos percorre, o que secretamente
se insinua no nosso olhar habituado às cores e às formas.
Um certo som do piano de Schubert na manhã cinzenta,
o fumo ácido de um cigarro, o cheiro inesperado do incenso,
uma chávena de chá perto da mão direita. E à uma hora
íamos ao encontro da rapariga de blugines.
Quem a tirou…

Curva

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Café

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O futuro?

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Rilke: True singing

1,3

A god can do it. But will you tell me how
a man can penetrate through the lyre's strings?
Our mind is split. And at the shadowed crossing
of heart-roads, there is no temple for Apollo.

Song, as you have taught it, is not desire,
not wooing any grace that can be achieved;
song is reality. Simple, for a god.
But when can we be real? When does he pour

the earth, the stars, into us? Young man,
it is not your loving, even if your mouth
was forced wide open by your own voice—learn

to forget that passionate music. It will end.
True singing is a different breath, about
nothing. A gust inside the god. A wind.


(The sonnets to Orpheus, in The Selected Poetry of
RMR, translated by Stephen Mitchell, Vintage Books)

Tardes na cidade

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Pessoas

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