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Showing posts from October, 2005

Sara Fazib: poemas

cotação

Ele mandou um recado:
Não dou um tostão por ti,
oferecida.

Maldita lei de mercado.

c a r a m e t a d e

melhor par não faria
eu e essa minha falta

de companhia


tête-à-tête

colóquio profundo

meu desinteresse
e tua falta de assunto
flash!

meio-dia
avenida Paulista
vazia
passa a mini blusa
encobrindo
uma multidão de pecados

o oportunistae ainda na saída

pegou carona
no coração que partia.

n a d a d o rA dor era rasa.

A mágoa
mal chegava no peito.

Cena

No bistrô
um homem teoriza
a dialógica ético-política.No olho da moça
porra, me dá carinho.
http://www.germinaliteratura.com.br/
http://sara_fazib.blogspot.com/

Edifícios (Oslo)

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(jc)

Estudante

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(jc)

Anton Chekhov: A Boring Story

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Para quê perder tempo a ler ou a ouvir palavreado insignificante quando há tantas obras-primas por descobrir à nossa espera?

(...) «A third ring at the bell. A young doctor, in a pair of new black trousers, gold spectacles, and of course a white tie, walks in. He introduces himself. I beg him to be seated, and ask what I can do for him. Not without emotion, the young devotee of science begins telling me that he has passed his examination as a doctor of medicine, and that he has now only to write his dissertation. He would like to work with me under my guidance, and he would be greatly obliged to me if I would give him a subject for his dissertation. "Very glad to be of use to you, colleague," I say, "but just let us come to an understanding as to the meaning of a dissertation. That word is taken to mean a composition which is a product of independent creative effort. Is that not so? A work written on another man's subject and under another man's guidance is cal…

Superstition

«The superstition persists among the masses that science and the arts are higher than agriculture and trade, higher than handicrafts.»

Mikhail Fyodorovitch (Chekhov, «A boring story»)

Portugal

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Na cidade

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(jc)

Oslo

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(jc)

O que é "poesia"?

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“To proclaim the use of images, argued Sklovskij, as the distinctive feature of literary art is to posit a frame of reference at once too broad and too narrow. Poetic diction and imagery, he continued, are not coextensive notions. On the one hand, the area of figurative speech is much broader than that of poetry, as 'tropes' appear on various levels of language, for instance in picturesque colloquialisms or in the rhetorical figures of oratory. On the other hand, as Jakobson has pointed out, a work of poetry can sometimes dispense with 'images' in the usual sense without losing any of its suggestiveness. According to Jakobson, a good exemple of this is provided by Puskin's famous lyric, "I Loved You Once", which achieves the intended effect - that of wistful resignation, half-concealing a still smouldering passion - without having recourse to any figures of speech. The efficacy of this lyrical masterpiece rests solely on a successful manipulation of gramm…

Casas

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(jc)

Fachadas

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(jc)

Universidade (Oslo)

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(jc)

Sporting: o pesadelo

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E agora, José? A festa acabou?

Verde, branco, azul...

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(jc)

Descendo de Holmenkollen

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Tinha ido a Holmenkollen de comboio (de metro, aliás, mas ao ar livre) e depois desci a pé pelos caminhos da floresta. A dado momento decidimos, o Steve e eu, apanhar o comboio de novo para voltar à cidade. Na estação havia outras pessoas à espera do comboio. Entre elas um rapaz de bigode que ia falando com algumas raparigas e por vezes quase perdia o equilíbrio. Já dentro da carruagem ficámos sentados perto do rapaz de bigode e percebemos que estava com os copos, enfim, nada de grave, mas isso explicava a exuberância. Ouviu-nos falar francês e disse com um ar cordial e quase reverente que a França era um país bestial (claro, com todos os vinhos e queijos que por lá se podem encontrar e cinco vezes menos caros...). Depois explicou-nos que era alcoólico e vivia numa instituição que precisamente dava apoio a quem bebia de mais. Estava em tratamento. Fez o elogio da instituição: quarto porreiro com televisão, jantar, uma maravilha; mas se chegasse bêbedo não o deixavam entrar e tinha de …

Norway: A ditadura dos burocratas

O meu fascínio e afecto pela Noruega não me impedem de reconhecer que a Noruega tem algumas instituições meio-fascistas, com funcionários ignorantes, teimosos, mentecaptos e arrogantes. Enviam cartas aos pais estrangeiros de meninos e meninas noruegueses que não lhes devem nada a exigir-lhes dinheiro e não explicam porquê. Telefona-se-lhes e embora eles falem inglês parece que são burros, não percebem ou fazem que não percebem, põem-se a repetir a lengalenga idiota vezes sem fim. Não pensam, não têm cérebro, raciocinar está acima das suas possibilidades. Fy Fan! E voltam a enviar a mesma carta imbecil a pedir pagamentos que ninguém lhes deve sem de novo se dignarem, pelo menos, explicar porquê. São ditadores, abusivos, preguiçosos, burocratas, irritantes. Ainda não entendi por que é que os noruegueses não se revoltam contra o Estado-ladrão que os explora e oprime e que triunfa onde os próprios soviéticos falharam. O civismo excessivo tem destas coisas, leva à passividade das boas pess…

Relógio, etc.

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(jc)

Estradas

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(jc)

Paisagens

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(jc)