Friday, March 31, 2006
O que é compreender?
Wittgenstein, Grammaire Philosophique,
trad. Marie-Anne Lescouret, Gallimard, 1980)
Wednesday, March 29, 2006
Monday, March 27, 2006
not that kind of guy
Outros tipos de prosa
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Prosa colorida e com contrastes:
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Prosa portuguesa:
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Prosa francesa:
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Prosa alemã:
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Etc.
Sunday, March 26, 2006
Prosa rica
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Saturday, March 25, 2006
Blogues e jornais (2)
O Público é o blogue de um certo J. M. Fernandes. O Abrupto é o jornal diário do Pacheco Pereira.
Friday, March 24, 2006
Here is the time
Here is the time for the sayable, here is its homeland.
Speak and bear witness. More than ever
the Things that we might experience are vanishing, for
what crowds them out and replaces them is an imageless act.
An act under a shell, which easily cracks open as soon as
the business inside outgrows it and seeks new limits.
Between the hammers our heart
endures, just as the tongue does
between the teeth and, despite that,
still is able to praise.
.......................................
(Rainer Maria Rilke, excerto da 9ª Duino Elegy,
trad. Michael Hamburger)
Thursday, March 23, 2006
Poema da menina Clara
When seasons decide to come and go
They all put on a little show
Winter always comes in first
Never-minding Spring flowers thirst
All the seasons turn to Summer
Wich forever will be funner
You shall never forget Fall
For the leaves should certainly call
Heating up and cooling down
Will all make us go around
By Clara Raposo (11 anos)
Wednesday, March 22, 2006
O Portugal dos vigaristas
Parabéns ao Sporting de Paulo Bento. Pela raça, pela dignidade, pelo bom-senso, pelo carácter. Com Paulo Bento desde o início da época nem os árbitros teriam impedido o Sporting de estar agora em primeiro com pontos de avanço sobre os outros todos.
P. S. Ça bouge... Jacinto Paixão requer comparação de erros
Outono ainda
tudo o que parece acontecer
quando os olhos e as mãos
as pernas e o coração
não encontram o caminho dos
sentimentos, o porto de
abrigo de onde recomeçar
a velha história. Interrupção.
A palavra, que é nada, serve
de muro onde apoiar-se,
de almofada onde encostar
brevemente a cabeça. E
respiramos.
Abanavam ao vento as folhas
e os frágeis ramos das árvores.
Os homens e as mulheres que
passavam na rua em frente
do café prosseguiam, sem darem
por nós, o seu destino incerto.
Não há mistérios, é verdade, mas
existe o amor e a esperança do
amor, o passado e a memória
dos erros e da alegria, o
futuro e a imaginação do
paraíso. O tempo é habitado,
aquilo a que chamamos a vida
parece ter sentido. Para quê
duvidar, atirar ao vidro da
janela uma pedra, interferir
com o correr natural dos rios
para o mar? Para quê, de facto.
Existe o amor e existe o ódio.
Existe a paz e existe o inferno.
Para aquele que aprendeu a viver
todos os estados de espírito
se equivalem. Aprende-se a ir
pelo caminho da vida como o
barco que navega entre as
rochas e sabe evitar os fundos
traiçoeiros. Aprende-se a olhar
com indiferença para aqueles que
na estrada que atravessamos
esconderam objectos e imprecações.
Afastar-se de quem com falsas
palavras de amor tenta exercer
sobre nós a doença do seu poder
é fácil e necessário. De todos
os percalços e inquietações
nos cura a tarde de sol sossegada.
E esquecemos os nossos inimigos
e a sua ingénua ilusão, o seu
impotente talento: inacessíveis à
perturbação e ao medo, contemplamos
as paisagens do mundo, o infinito.
SB, Março, 17, 2006
Tuesday, March 21, 2006
no way out
Blogues e jornais
- Os jornais são blogues impressos em papel e que se compram nos quiosques.
- Mas há blogues que querem entrar em competição directa com os jornais. A mesma atitude, a mesma ambição, a mesma sapiência.
- São os blogues de pessoas com mentalidade de jornalista.
- Gente com ambição política ou ambição de guiar e elucidar as massas ignorantes?
- Qualquer coisa assim. Esses eu não os leio, não tenho paciência nem tempo.
- Imaginam-se marginais, mas lutam pelo tipo de poder e de influência que têm os jornais.
- Qualquer coisa assim. Prolongam e repetem o sistema. Não tem interesse. Podem ser úteis, mas eu prefiro coisas mais verdadeiras.
Sunday, March 19, 2006
380+
"The Independent on Sunday can reveal that last year more than 380 soldiers went absent without leave and have since failed to return to duty - marking a dramatic increase since the invasion of Iraq three years ago.
Military lawyers and campaigners said that these figures suggested significant levels of disaffection in the ranks over the legality of the occupation, and growing discontent about the coalition's failure to defeat the Iraqi insurgency.
An RAF doctor was last week taken to a court martial for refusing to serve in Iraq, claiming the occupation is illegal, and a former SAS trooper, Ben Griffin, revealed he had quit the army in protest at the war."
P. S. Nem toda a gente se deixou nem deixa enganar: http://retrato-auto.blogspot.com/
Saturday, March 18, 2006
The failure of art? Hmmm...

A questão da arte tem de pôr-se e pode ser que Jameson tenha alguma razão no que diz, mas fico sempre com a impressão, ao lê-lo, de que o facto de o seu discurso ser em geral bem articulado não significa que revele um entendimento suficiente da complexidade do que ele pretende explicar. Talvez o problema esteja mal posto, simplesmente. A inovação estilística só por si não cria arte, quando muito cria espectáculos irrisórios e passageiros (nos casos mais felizes pode fornecer instrumentos para artes ainda por vir ). O facto de a arte ser acerca de si própria não devia esconder de nós que a arte só é arte na medida em que trata da nossa condição e do nosso destino. E há alguma arte séria que não seja, sendo acerca de nós, acerca de si própria também, sempre? Mais divertido ainda: pensar que o que falhou como "novidade" pode não ter falhado como "arte"; e que o que falhou como "arte" pode não ter falhado como "novidade". O que é arte, a arte, esse mito da nossa civilização?
“in a world in which stylistic innovation is no longer possible, all that is left is to imitate dead styles, to speak through the masks and with the voices and styles in the imaginary museum. But this means that contemporary or postmodernist art is going to be about art itself in a new kind of way; even more, it means that one of its essential messages will involve the necessary failure of art and the aesthetic, the failure of the new, the imprisonment in the past.”
Gentilezas
Também recebi uma mensagem de outro amigo a informar-me de que no Diário de Notícias de sexta-feira o Pedro Mexia - que não conheço nem é meu amigo, tranquilize-se o "Esplanar" - publicou uma recensão aos meus dois livros recentemente postos à venda. Ena pá, pensei eu, estou a ficar popular. E inexplicavelmente franzi o nariz.
- Queres que te mande o artigo por fax? - perguntou o meu amigo.
Respondi:
- Não, manda por correio normal.
Continuo sem saber se o artigo em questão me compreende ou desentende, se o Pedro quer que me leiam ou me dá bons conselhos sobre como é que se deve construir uma intriga, caracterizar uma personagem, aceder à poesia, falar da vida, escrever um livro.
Lembrei-me entretanto, enquanto vinha a conduzir o Saab à beira do Pacífico de regresso a casa ao fim da tarde, de um livro de Peter Handke: A angústia do guarda-redes no momento do penalti. E sorri enquanto ia ultrapassando um camião.
O Pedro Mexia, além de tantas outras coisas que nos podem tornar simpáticos ou estranhos um ao outro, é benfiquista - e eu sportinguista; é, se não erro, formado em Direito - e eu em Letras.
Tranquilizei-me: mesmo quando jogava futebol na equipa da Faculdade de Letras de Lisboa nunca joguei a guarda-redes, em geral jogava a defesa direito, às vezes ao lado do Ruy Belo ou do Arnaldo Saraiva, do Moreira, do Madeira, do Carlos Correia, etc.; e gostava muito de arrancar por aí adiante a caminho da baliza adversária. Uma vez, depois de vários passes com o Pissarra, um puto cheio de talento, fui rasteirado na área adversária e tivemos direito a uma grande penalidade. Imagino que o Pissarra a deve ter transformado em golo. Velhos tempos. Onde estará o Pissarra? Nunca mais o vi nem tive notícias dele. Se alguém souber, dê-lhe um abraço meu.
O meu obrigado ao Pedro Mexia por se ter dado ao trabalho de ter em conta nas suas crónicas lisboetas os meus livrinhos, escritos num espaço e num tempo bem diferentes dos dele, chegados de tão longe às suas mãos.
Friday, March 17, 2006
Limites
W. V. Quine, Philosophy of Logic, Harvard University Press, 1986 (1970)
Thursday, March 16, 2006
Tuesday, March 14, 2006
George S. Kaufman
At a dinner party he was seated next to a woman who monopolized the conversation all through the meal. By the time the coffee was served, Kaufman could no longer restrain himself. "Madam", he asked, "don't you have any unexpressed thoughts?"
(John Winokur, editor, The Portable Curmudgeon, A Plume Book, 1992)
Sunday, March 12, 2006
Death of the world's rivers
Rios que não conseguem chegar ao mar, morte de seres vivos provocada pela ambição desmedida e insensata dos homens... Podia ser apenas uma metáfora da impotência e de muitas outras coisas que vão acontecendo nas nossas sociedades ditas humanas. A situação descrita daria certamente também excelente argumento para mais um gargarejante "paper" postmodernista na universidade. Só que a notícia é para ler literalmente - e filosofar com perspicácia sobre a questão não resolverá o problema.
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From the Nile to China's Yellow River, some of the world's great water systems are now under such pressure that they often fail to deposit their water in the ocean or are interrupted in the course to the sea, with grave consequences for the planet.
Adding to the disaster, all of the 20 longer rivers are being disrupted by big dams. One-fifth of all freshwater fish species either face extinction or are already extinct.
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Saturday, March 11, 2006
Then he "came back to normal"
"I love life. But I want to do what makes me happy because I have a focus. Sometimes it feels like when I almost drowned in the ocean at Campus Point. I didn' have a leach and when I lost the longboard (soaked heavy with water but still floating) it got to two meters away for every breath I took. I called for Tony a hundred meters away but he told me after that he thought I was playing around...The thing I remember most from the experience is that at a certain point I felt so weak that I started accepting that I might drown. But I pulled it off by sinking and pushing myself in to the shore. I was still a bit indifferent with half of my mind when I laid there with my head pulsating, then I came back to normal. " (SC)
Friday, March 10, 2006
as noites sucediam-se
Thursday, March 09, 2006
Narciso
(b) None at all -- he hires menials for work that's beneath him.
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Narcissists are totally and inflexibly authoritarian. In other words, they are suck-ups. They want to be authority figures and, short of that, they want to be associated with authority figures. In their hearts, they know they can't think well, have no judgment about what matters, are not connected with the world they inhabit, so they cling fanatically to the opinions of people they regard as authority figures -- such as their parents, teachers, doctors, ministers.
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Narcissists feel entitled to whatever they can take. They expect privileges and indulgences, and they also feel entitled to exploit other people without any trace of reciprocation.
Tudo é nada mas mudança
Wednesday, March 08, 2006
O cãozinho
Página
Tuesday, March 07, 2006
Sunday, March 05, 2006
Mas do nada

Não viveste a tua vida como Camões viveu a sua porque já não era possível. Ele pôde sonhar, ele pôde remar contra ventos e marés, esperando a consolação do amor. Mas haverá recompensa?
Tu, como nós, já sabias que todas as esperanças são vãs, que só a imaginação do futuro nos excita, que desaguar no presente é encontrar-se com a decepção. Nada, não havia nada. Mas do nada, em silêncio aparentemente, ia nascendo a vida, outra vida.
Camões, grande Camões, ingénua era ainda a tua perturbação. Ou não seria, quem sabe? Conheceste a solidão e a impossibilidade do amor, desesperaste. Mas sofreste esperando deixar de sofrer, embora soubesses que tudo é mudança, que volta de novo o tempo das privações e do abandono depois de cada ilusão febril da posse, da realização
Friday, March 03, 2006
You cannot escape ideology

















